Bexiga Hiperativa Hiperactividade do músculo da bexiga

A Síndrome de Bexiga hiperactiva é definida pela International Continence Society como correspondendo à imperiosidade de urinar, com ou sem incontinência associada, geralmente com aumento da frequência urinária diurna e nocturna. Pode definir-se imperiosidade como a ocorrência de um desejo súbito de urinar, perante o qual é difícil adiar a micção.


Trata-se de uma situação frequente, presente em ambos os sexos, e que tende a aumentar com a idade. Nem sempre é compreendida pelos doentes como sendo patológica, mesmo que tenha implicações, por vezes graves, na sua qualidade de vida. É frequente os doentes habituarem-se a urinar antes de sair de casa ou a sentarem-se mais próximos da saída em locais públicos, sabendo que o acesso à casa-de-banho pode ser mais difícil.


Perante a presença deste tipo de sintomas, deve ser feita uma análise cuidada e individualizada com o objetivo de excluir possíveis causas identificáveis para o quadro clínico. Quando não é encontrada nenhuma justificação para a sintomatologia, poder-se-á estar efetivamente perante uma Síndrome de bexiga hiperactiva, já que o mesmo quadro clínico pode surgir no contexto de outras doenças e melhorar com o tratamento da doença que originou o quadro. A base fisiológica da ocorrência dos episódios de urgência é geralmente a hiperatividade do detrusor, ou seja, a geração de contrações involuntárias do músculo da bexiga, que envia um sinal ao cérebro criando uma sensação de desejo urgente de urinar. Por vezes, pode verificar-se incontinência urinária associada à contração do detrusor.


O diagnóstico de Síndrome de bexiga hiperativa pode ser feito com base na história clínica ou requerer a realização de exames complementares de diagnóstico, nomeadamente o Estudo urodinâmico completo, em casos de dúvida diagnóstica ou resposta insatisfatória ao tratamento instituído com base em dados clínicos.


Existem diversas terapêuticas a aplicar dependendo da avaliação clínica, desde tratamentos com medicamentos, injecções vesicais de toxina botulínica, PTNS ou neuromodulação de raízes sagradas.

Notas

1 — Os artigos publicados nesta biblioteca pretendem ser um meio de informação suplementar ao paciente e não substituem, de forma alguma, a consulta de um médico especialista que analise o seu caso específico;

2 — Os artigos publicados foram produzidos por especialistas que se baseiam nas recomendações e Guidelines de prática clínica da Associação Europeia de Urologia (EAU), à data da última revisão;

3 — Esta biblioteca encontra-se em processo de formatação para certificação pela HONcode Foundation (http://www.healthonnet.org/HONcode/Conduct.html);